QUER SABER SE A PÍLULA DO DIA SEGUINTE FAZ MAL? VEJA AQUI

Conhecida como medida de emergência, a pílula do dia seguinte é utilizada, normalmente, quando acontece da camisinha estourar, ou quando a mulher não se lembra de tomar o anticoncepcional de praxe durante dois ou três dias e só percebe isso na hora H, além de outras circunstâncias.

A pílula do dia seguinte é utilizada em casos de estupro nos Estados Unidos. Podemos dizer que é um plano B, por isso é um mecanismo emergencial, não de rotina, OK?

O custo não é alto, algo em torno de R$ 20,00, o que torna a sua aquisição muito fácil. Porém, não deve ser usado constantemente, ou seja, não deve ser algo que se faça habitualmente, nem tão pouco duas administrações do medicamento no período de trinta dias.

A prescrição nos postos de saúde da rede pública não é mais exigida, desta forma, facilitou a vida de mulheres que necessitava aguardar em média 60 dias, para ter uma consulta com o ginecologista do serviço público. Se é emergencial, que lógica tem esperar todo esse tempo por uma receita médica?

Nos postos de saúde, até um enfermeiro, na ausência de um médico, pode fornecer o medicamento. Poderá ser entregue, inclusive, a uma menina menor de idade.

Apesar de toda facilidade, faz-se necessário procurar um médico especialista para analisar se o método que está sendo usado é a única possibilidade, o que não é aconselhável.

O índice de diminuição de gravidez indesejada e milhares de abortos evitados, chegam a 50%, segundo pesquisas.

Vale lembrar que a pílula do dia seguinte não é abortiva, visto que sua finalidade é impedir a ovulação e, com isso, inibir a possibilidade de ocorrer uma gravidez.

Caso a mulher não tenha ovulado, a pílula vai retardar a liberação do óvulo e, com isso, evitar a concepção de um bebê. Ela pode funcionar de formas distintas, pois depende muito do como está o clico menstrual no momento do uso.

O método contraceptivo de emergência impede que o endométrio, mucosa que recobre internamente o útero e permite a acomodação do embrião na parede do útero, seja preparado para “acolher” o óvulo fecundado. É o nomeado endométrio gravídico, cuja descamação gera a menstruação.

Após um sexo sem seguranças, é essencial tomar a pílula do dia seguinte assim que puder. Se for usada logo após o ato, ou seja, nas primeiras 24 horas, é eficácia é de 88%. No entanto, a mulher pode tomar o comprimido em até 03 (três) dias.

A pílula de emergência pode ser encontrada em única dose ou em dois comprimidos que, nesse caso, deve ser ingerido em um espaço de 12 horas entre um e outro. Mas, é recomendável ingerir os dois de uma única vez caso corra o risco de esquecer a segunda dose.

O lado mau da pílula do dia seguinte

Na intenção de evitar uma gravidez indesejada, o remédio não deve ser utilizado por mulheres que possuam distúrbios no metabolismo, como tromboembolismo venoso  e insuficiência hepática. Por isso, o importante é conversar com um médico e esclarecer todas as dúvidas.

A quantidade excessiva de componentes hormonais possibilita o surgimento de inúmeros efeitos colaterais como fadiga, enjoos, diarreia, dor de cabeça e nos seios, leve sangramento vaginal e alteração do ciclo menstrual.

O uso excessivo desse medicamento traz outro problema: a ineficácia do método. Quando ingerido mais de uma vez no mês, ele perde a eficácia e aumenta o risco de uma gravidez indesejada.

Além de tudo isso, a menstruação pode escurecer e descer com intensidade maior depois do uso. O ciclo se torna irregular, em alguns casos, por 1 ou 2 meses, mas depois os níveis de hormônio no sangue se normalizam.

Cuide do seu corpo e até mais!